Busque sua Passagem Aérea

26 julho, 2010

O barulho da carroça




Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.

- Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia...
Perguntei ao meu pai:
- Como o Sr. pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grossura, interrompendo a conversa de todo mundo, e querendo demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, tentando chamar a atenção de todos tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz

Autor desconhecido

4 comentários:

comunicadoras disse...

Esta fábula é muito interessante!De facto assim é; as pessoas que não têm nada de interessante para dizer em geral falam alto, gesticulam só para chamar a atenção; conteúdo não tem nenhum aquilo que dizem, mas o barulho é tão grande que todos à volta prestam atenção. Um beijinho e espero que esteja tudo bem contigo.
Emília

Alvaro Oliveira disse...

Olá minha amiga Andresa

Em 2 dias não consegui ouvir o barulho da carroça. Por certo não vai muito vazia. rsrs
Adorei a postagem desta fábula, com grande sentido.
Continuação de uma boa semana.

Beijos

Alvaro

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Olá, querida! Não precisa se desculpar. Também eu tenho estado ausente, estou adoentada. Muito obrigada! Beijos*********

Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do Sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá.
Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas de sereno
Nas folhas do gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá.
Pelas tranças da mãe-d'água
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá.
Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá !
Pelo mar, pelo deserto,
Pelas montanhas, sinhá !
Pelas florestas imensas
Que falam de Jeová !
Pela lança ensangüentado
Da flor do maracujá !
Por tudo que o céu revela !
Por tudo que a terra dá
Eu te juro que minh'alma
De tua alma escrava está !!..
Guarda contigo este emblema
Da flor do maracujá !
Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em - a -
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!



Fagundes Varela

Tenha Bons Dias!
Renata

J Araújo disse...

Sábias palavras do seu pai. Nossos pais sempre com a experiência sempre nos ensinando.

Abraço